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Pedalando pela cidade

25 de novembro de 2012 Deixe um comentário

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Domingo é dia de pedalar pela cidade, mais um exercício que encontrei para não pensar em nada, apenas para olhar a cidade de uma outra forma, diferentemente de quando estou de carro e não tenho como ficar olhando para os prédios,  as pessoas e o que mais aparecer.

Amigos me acompanham as vezes, mas todos nós vamos em silencio por muitas vezes, pois acredito que da mesma forma que aproveito o momento para não pensar em nada, eles também curtem esse momento.

As ciclofaixas de Sp tem sido um bom remédio para meu corpo e minha mente.

 

 

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Saudade…

23 de novembro de 2012 2 comentários

Saudade, uma palavra tão difícil de explicar, talvez porque é uma palavra que só se encontra na língua portuguesa. Uma palavra que traduz um sentimento, um sentimento que dependendo da forma que se coloca pode ser de contemplação e reflexão ou como vemos na maioria dos casos um sentimento de tristeza, pela falta de alguém ou algo.

A saudade como a curiosidade não mata, mas tortura, faz você pensar em algo que não pode ter ou encontrar, ela vai te consumindo aos poucos e quando menos espera esta tomado por ela e deixa de fazer as coisas , pela lembrança, com tristeza e angustia.

Pensei que estava conseguindo controla-la, mas percebo agora que estava apenas represando-a, ocupando minha cabeça com atividades diárias depois do trabalho e com meus amigos, mas quando se esta sozinho é que você vê como é difícil deixar que a saudade não invada seus pensamentos. Situações simples e corriqueiras do dia-a-dia podem levar a saudade de um momento, uma situação nós estávamos juntos, sorrindo um para o outro, se abraçando, se sentindo.  Essas lembranças vem como uma onda de saudades do momento que passou e na tristeza de lembrar o presente.

A saudade  doí no peito, é a tristeza ou a ausência de alegria,  é a vontade incontrolável de reviver o passado, saudade é o vazio , é a peça perdida de um quebra-cabeça, é algo que falta e não pode ser substituído por qualquer coisa.

Agora eu vivo a saudade de um passado que não volta mais, passado esse que me prende e me machuca e não deixa eu viver meu presentes e se ao presente não chego mal tenho energias de planejar o futuro. Como uma ancora que segura um barco, o passado me prende e me puxa para baixo.

Não queria alguém, queria minha querida de volta,  a peça no quebra cabeça do meu coração que esta distante.

…Agora, que faço eu da vida sem você?
Você não me ensinou a te esquecer
Você só me ensinou a te querer
E te querendo eu vou tentando te encontrar
Vou me perdendo
Buscando em outros braços seus abraços
Perdido no vazio de outros passos
Do abismo em que você se retirou
E me atirou e me deixou aqui sozinho…

(Caetano Veloso – Você não me ensinou a te esquecer)

 

Saudade é solidão acompanhada, 
é quando o amor ainda não foi embora, 
mas o amado já…”

(Pablo Neruda)

 

Toda ajuda é sempre bem vinda

14 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Cansamos de ouvir essa frase em nossas vidas, mas será mesmo?

Às vezes algumas ajudas não são muito bem aceitas por remeterem a algo que a sociedade classifica como ruim.

Não tenho como negar, mas estou em depressão e isso ficou claro quando minha terapeuta pediu para procurar também um psiquiatra para ajudar no tratamento, pois apenas ela não esta conseguindo ajudar.

Estamos acostumados a sempre tomar medicamentos quando temos alguma doença que prejudica nossa saúde por afetar algum órgão, mas quando a doença é a tristeza? Porque não aceitamos muito bem o remédio para esse sintoma?

Quando estava em minha adolescência, via às vezes conhecidos que estavam em depressão, e pensava “isso é coisa de gente fraca, é só ter força de vontade que você sai dessa” quando eu fui “pego” por esse sintoma pude perceber que isso não era tão simples quanto parecia e que os profissionais da psicologia e psiquiatria existem por algum motivo.

Há quase 2 semanas iniciei um tratamento com medicamentos, achei muito ruim que nesse curto espaço de tempo já tive que fazer um exame medico de rotina e quando fui perguntado se tinha depressão, tive que responder que sim. Sentia-me mal por isso, mas depois pensei que o antidepressivo é como qualquer outro remédio, a diferença que no meu caso ele esta ajudando a curar um coração ferido, da mesma forma que quando temos for tomamos um analgésico , quando temos gripe tomamos antigripal, então na depressão tomamos um antidepressivo. Essa é uma ajuda que estou tendo, ela é bem vinda, pois preciso sair dessa situação e acho que já nesse pouco tempo tem me ajudado, mas é difícil falar com as pessoas sobre esse tratamento sem a pessoa olhar assustada para você.

Bem aceito ou não pelos outros tenho que fazer algo para eu me sentir bem e não me preocupar com a opinião dos outros e é isso que estou fazendo.

Até que enfim é Segunda Feira!

5 de novembro de 2012 1 comentário

Parece estranho não é ? alguém comemorar uma segunda feira. mas no meu caso é quase isso.

Eu acredito que nossa vida é baseada em três pilares, Família, Trabalho e Relacionamentos. (amor) quando um deles falha sempre teremos outros 2 para segurar o “telhado”. até pouco tempo eu sempre tinha um destes pilares faltando.

Num passando não muito longe eu não via a hora de chegar em casa e encontrar minha namorada pois odiava meu trabalho, hoje depois de um novo emprego faço quase o contrario.

Como não tenho mais ninguém que me espere em casa, fico até mais tarde no trabalho pois esse pilar é quem esta me mantendo são destes últimos meses. é duro pensar que quando voce chega em casa e fica sozinho o maior pensamento que rodeia a minha mente é a frustração e por isso devido mais tempo ao meu trabalho, onde sou reconhecido, necessário e querido pelo meus colegas de trabalho.

é difícil de acreditar, mas quando chega a sexta feira começa a dar um certo panico e não vejo a hora do final de semana terminar para eu voltar a trabalhar, eu ainda me surpreendo com essa situação, mas é o que tenho hoje para compensar o vazio que sinto.

Solidão

4 de novembro de 2012 Deixe um comentário

Algo que não sabia como era a mais de 8 anos. É estranho, algo que às vezes eu desejava tanto agora tenho em excesso a solidão.

O que sinto mais nesse caso é o momento da minha vida, pois se isso fosse a uns 4 anos atrás provavelmente estaria menos preocupado, mas agora que passei dos 30 anos  é bem diferente.

Todos meus amigos estão casados ou em vias de casar, então eles possuem suas famílias e suas atividades acabam sendo diferentes. As vezes me sinto mal com eles, mesmo adorando todos , pois sempre fazíamos “passeios de casais” visitas na casa um do outro jantares e coisas do tipo.

Passei o final de semana sozinho em casa, só sai para fazer coisas necessárias para a casa, pois moro sozinho, alias… agora eu realmente sinto que moro sozinho também, pois quando estava namorando ficava no máximo um ou 2 dias em casa sozinho, agora isso se tornou a rotina, rotina essa difícil de se acostumar.

O que impressiona é que como sou filho único sempre me acostumei a fazer coisas sozinho, nunca me importava se não tinha companhia, se tinha vontade fazia,  agora parece que depois de todos esses anos sempre com quem eu gostava, desaprendi a fazer coisas sozinho.

Hoje vejo que tenho sim medo de ficar sozinho, estava muito perto de casar e ter uma família e isso sumiu de repente, agora o que mais ouço são as pessoas dizendo “ agora é bola pra frente”  o problema é que eu ainda não descobri que caminho estou indo, e se esse caminho é realmente para frente.